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MÚSICA, A ARTE DO TEMPO

Olga Molina


Ao longo dos tempos, diversos artistas, cientistas e filósofos se dedicaram a estudar a relação entre as diversas formas de arte. As principais classificações das atividades artísticas - muito presentes nos sistemas filosóficos dos séculos 18 e 19 - costumam separá-las em artes do espaço e artes do tempo. 

As artes do espaço são todas as artes visuais, como a arquitetura, a escultura e a pintura; a música, por outro lado, é a principal representante das artes do tempo.

O fato de a música se dar no fluxo temporal a faz uma atividade voltada para a vida interior. Podemos ver os instrumentos e os músicos no palco, mas não enxergamos a música ela mesma, só a sentimos internamente. Além disso, música - como a vida - está sempre em processo, nunca se mostra inteira, mas só em seus momentos.

Por isso é importante que o ensino musical, principalmente nas idades e fases do desenvolvimento humano que integram a pré-escola e o ensino fundamental, desenvolva a sensibilização das propriedades sonoras junto com a interiorização da experiência do tempo.

A melhor maneira de fazer isso é em grupo: cantar e tocar junto com outras pessoas exige que a escuta seja atenta e o movimento preciso a fim de criar um tempo próprio daquele grupo específico, diferente do de cada indivíduo.

Cantar uma canção com consciência pode ser uma atividade muito completa: implica cuidado com a afinação das alturas - que se juntam ao acompanhamento instrumental para formar harmonias -, a compreensão das palavras e dos afetos transmitidos, a atenção às variações de intensidade e, é claro, a matemática precisa do ritmo, a flexibilidade para lidar com a inexorabilidade do tempo.

Os inúmeros benefícios que a prática musical traz - todos já comprovados cientificamente - só podem ser alcançados se a música for vivenciada como atividade autônoma. Com isso não queremos dizer que a música não complementa nem é complementada por outras artes e ciências, mas apenas que o desenvolvimento musical tem uma lógica própria, um conjunto de fases interligadas, como a matemática e o estudo de uma língua.

A música está no tempo - o que faz de cada performance uma situação única -, mas ela também tem o tempo dentro dela através das diferentes durações que compõem o ritmo.

Em sua canção "Oração ao tempo" (1979), o músico brasileiro Caetano Veloso assim expressou a nossa relação com o tempo:
    "Peço-te o prazer legítimo
    E o movimento preciso
    Quando o tempo for propício
    De modo que o meu espírito
    Ganhe um brilho definido
    E eu espalhe benefícios
    Tempo, tempo, tempo, tempo"



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